De acordo com a Billboard, o álbum autointitulado do Metallica (muitas vezes chamado de The Black Album) acaba de atingir sua 500ª semana não-consecutiva na parada americana. Ao alcançar a marca, tornou-se um dos quatro álbuns com 500 semanas ou mais no total. Apenas Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd (937 semanas), e as coletâneas Legend: The Best Of, de Bob Marley e The Wailers (539 semanas), e Greatest Hits, do Journey (539 semanas) já haviam atingido o feito.

Em 2014, Metallica se tornou oficialmente o primeiro álbum a vender 16 milhões de cópias desde que a Nielsen SoundScan começou a monitorar as vendas em 1991. Até o momento, o quinto álbum da banda de metal vendeu exatas 16,83 milhões de unidades apenas nos Estados Unidos.

O baterista Lars Ulrich disse à Rolling Stone em 1991 sobre a mudança de direção musical do álbum: “Nós nos sentíamos inadequados como músicos e compositores no início de nossa carreira. Isso nos fez ir longe demais e acabamos gravando trabalhos como Master Of Puppets e …And Justice For All na intenção de provarmos a nós mesmos que éramos bons músicos e compositores capazes. Foram oito meses de gravação que poderiam ter sido mais rápidos. Mas como de costume com o Metallica, todas essas teorias e normalidades voam pela janela. Levamos o dobro do tempo para fazer um disco do que a maioria dos artistas.”

Metallica foi o primeiro de quatro colaborações com o produtor Bob Rock, com quem a banda se confrontou durante as gravações. Rock relembrou para a Music Radar: “Os três primeiros meses foram difíceis. Eles eram todos muito desconfiados de mim. Não foi um disco divertido e fácil de fazer. Assim que terminamos, eu disse a eles que jamais trabalharíamos novamente. Eles sentiram o mesmo por mim.”