Poucos dias antes de Nevermind (1991) chegar às lojas, Kurt Cobain concedeu entrevista a um jornalista amador que trabalhava em uma rádio universitária. Roberto Lorusso, hoje um professor de física, lamenta a condução do bate-papo e alega “falta de preparo”. De toda forma, os assuntos abordados despertam atenção, mesmo que divulgados após 27 anos.

Para o espanto dos fãs do Nirvana, Kurt admite gostar de rap, mas faz ressalvas às letras misóginas e, principalmente, ao sucesso que artistas brancos vinham fazendo naquela época (quem lembra do Vanilla Ice?). “Sou fã de rap, mas a maioria é tão misógina que nem consigo lidar com isso. Eu respeito e amo porque é uma das únicas formas originais de música que foram introduzidas recentemente, mas ver um homem branco fazendo rap é como assistir a um homem branco dançando. Nós não sabemos dançar, e não sabemos fazer rap”, disparou Kurt.

O que o jornalista/professor revelou à CTV é que não fazia ideia de que aquele músico sentado diante dos seus olhos estava a poucas semanas de se tornar uma grande estrela. Mas Kurt já se mostrava um pouco receoso com que estava por vir. “Eu estou um pouco cansado de responder sempre as mesmas perguntas. É compreensível, porque eles não sabem muito da nossa história, então sempre perguntam as mesmas coisas. Quanto ao nosso futuro, não sei. Jogar televisões da janela, comer peixe no jantar, extintores de incêndio, fogos de artifício”, respondeu aleatoriamente.